quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Ainda o Magalhães

Como se já não tivessemos trabalho que chegue, agora também temos de ser nós, professores, a fazer as inscrições online dos alunos que pretendem o Magalhães!!...
- Em nome do Sócrates, das operadoras de telecomunicações e da propaganda: Amén!

terça-feira, 28 de outubro de 2008

U2 - Sometimes You Can't Make It On Your Own

Como eu gosto desta música!...

Os amigos...

"Os amigos são raríssimos e precisosos. Não lembra ao mafarrico que estajam presentes apenas nas ocasiões. Uma bengala, uma ambulância, um telemóvel, um táxi, talvez. Os amigos não. O valor de um amigo não é medido pela prestação em caso de necessidade ( nossa). O valor de um amigo é precisamente o da eternidade: está lá sempre, mesmo quando não precisamos dele.Os amigos têm o direito de nos abandonar e isso pode acontecer numa situação difícil ( para nós). Um bem precisoso e único reflecte uma obrigatória incerteza. É o preço."

FNV no Malsalgado

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Desencontro - Luís Represas e Simone


Estou "apaixonada" por esta canção...Acho que está "perfeita"!

domingo, 26 de outubro de 2008

Tenho tanto sentimento

Tenho tanto sentimento
Que é frequente persuadir-me
De que sou sentimental,
Mas reconheço, ao medir-me,
Que tudo isso é pensamento,
Que não senti afinal.

Temos, todos que vivemos,
Uma vida que é vivida
E outra vida que é pensada,
E a única vida que temos
É essa que é dividida
Entre a verdadeira e a errada.

Qual porém é a verdadeira
E qual errada, ninguém
Nos saberá explicar;
E vivemos de maneira
Que a vida que a gente tem
É a que tem que pensar.


Fernando Pessoa

O prazer de ler

Este fim-de-semana, decidi que não ia pensar na escola, nem nos alunos, nem na tão polémica Avaliação dos Professores. Chega de só pensar na escola e não ter tempo pra mais nada! Quero voltar a ter tempo para fazer as coisas de que gosto: (re)ver um bom filme, ouvir os meus CD's (sem ser de fugida!) e, principalmente, voltar a ter tempo para ler! Ler, ler, ler!...
Nesta minha "fome" de ler, tenho lido de tudo e de todos os géneros, desde a antologia poética de Eugénio de Andrade até "À Queda de um Anjo" de Camilo Castelo Branco. As saudades que eu tinha de ler, assim, desenfreadamente e saboreanado cada palavra lida...
E agora volto para as minhas leituras (aproveitar que o fds já está a chegar ao fim...)

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

A UN MINUTO DE TI - MIKEL ERENTXUN

Há que tempos não ouvia isto...

Problema de expressão

O teu mundo
está tão perto do meu
E o que digo está tão longe
como o mar está do céu...

O dia promete...

O dia começou mesmo bem: chego à escola às 9h e fico a saber (assim, sem aviso prévio) que já há Ensino de Música, logo, só entro às 9h45...Ou seja, 45 min de "seca"... Ligo o telemóvel e, por SMS, fico a saber também que hoje, às 18h30 tenho reunião (mais uma!) de Conselho de Docentes...Assim, sem convocatória, sem nada por escrito, tunga! Toma lá mais uma reunião! Mas, se por acaso eu precisar de faltar, uma hora que seja, tenho de entregar a minha falta com pelo menos 3 dias de antecedência e com o respectivo Plano de Aula! Viva a (des)igualdade de direitos!...É tão bom ser professor! Tão bom, tão bom!...

terça-feira, 21 de outubro de 2008

James Taylor - You Got a Friend

Porque a falta de amigos faz com que o mundo pareça um deserto...

Saudade!...

Saudade de quando tinhamos tempo pra falar
Saudade de quando tinha tempo pra sonhar...
Saudade de quando acreditava
Que apenas um sorriso teu bastava...

Deolinda- Fado Toninho


Tenho vindo a conhecer e cada vez gosto mais...

Sorriso audível das folhas

Sorriso audível das folhas
Não és mais que a brisa ali
Se eu te olho e tu me olhas,
Quem primeiro é que sorri?
O primeiro a sorrir ri.

Ri e olha de repente
Para fins de não olhar
Para onde nas folhas sente
O som do vento a passar
Tudo é vento e disfarçar.

Mas o olhar, de estar olhando
Onde não olha, voltou
E estamos os dois falando
O que se não conversou
Isto acaba ou começou?


Fernando Pessoa


domingo, 19 de outubro de 2008

Nuvens


No dia triste o meu coração mais triste que o dia...
Obrigações morais e civis?
Complexidade de deveres, de conseqüências?
Não, nada...
O dia triste, a pouca vontade para tudo...
Nada...
Álvaro de Campos

Começo a conhecer-me. Não existo.

Começo a conhecer-me. Não existo.
Sou o intervalo entre o que desejo ser e o que os outros me fizeram,
Ou metade desse intervalo, porque também há vida...
Sou isso, enfim...


Álvaro de Campos

sábado, 18 de outubro de 2008

Viver...

Vive, dizes, no presente,
Vive só no presente.


Mas eu não quero o presente, quero a realidade;
Quero as cousas que existem, não o tempo que as mede.


Alberto Caeiro

Todos Os Dias

Todos os dias agora acordo com alegria e pena.
Antigamente acordava sem sensação nenhuma; acordava.
Tenho alegria e pena porque perco o que sonho
E posso estar na realidade onde está o que sonho.
Não sei o que hei-de fazer das minhas sensações.
Não sei o que hei-de ser comigo sozinho.
Quero que ela me diga qualquer cousa para eu acordar de novo.


Alberto Caeiro

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Sem comentários!...

Louvar o Magalhães a cantar

Professores criaram músicas a louvar o Magalhães e cantaram durante as acções de formação.


No JN de hoje

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Burn After Reading - Trailer


Mais uma obra à irmãos Cohen :-)

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Estou Cansado

Estou cansado, é claro,
Porque, a certa altura, a gente tem que estar cansado.
De que estou cansado, não sei:
De nada me serviria sabê-lo,
Pois o cansaço fica na mesma.
A ferida dói como dói
E não em função da causa que a produziu.



(...)

Álvaro de Campos

A Palidez do Dia


A palidez do dia é levemente dourada.
O sol de inverno faz luzir como orvalho as curvas
Dos troncos de ramos Secos.
O frio leve treme.
(...)
Ricardo Reis

Dias maus...

Há dias em que nada corre bem! (Hoje, foi um desses dias...). É como diz aquela canção do Rui Veloso, "parece que o mundo inteiro se uniu pra nos tramar"... Ok, pronto, o dia correu mal, ponto final parágrafo. Não vale a pena pensar mais nisso. O problema é quando nos damos conta de que já só temos dias maus...

sábado, 11 de outubro de 2008

Educação é Propaganda

"Não há registos, na memória da política da res publica portuguesa, de um Governo que tenha orquestrado uma tal campanha de propaganda baseada na tecnologização do ensino, que só tem paralelo no marketing da venda de produtos de multinacionais, a que o Governo retira os custos e lhes dá os benefícios. Computadores, o Magalhães - falsamente aclamado como o "primeiro portátil luso" -, quadros interactivos, ligações de banda larga, distribuição gratuita a alguns alunos - e nunca à maioria deles, mesmo que carenciados - promovidos por 23 ministros, secretários de Estado, directores-gerais, foram as notícias da educação, num mundo cor-de-rosa, em que o futuro em Portugal será, na perspectiva do primeiro-ministro, o da melhor educação.Só que o primeiro-ministro vive numa realidade virtual, convencido de que o faz-de-conta muda a realidade da educação. Até julgamos que a sua convicção é genuína, mas alguém terá de lhe dizer que, antes das tecnologias nas escolas, os alunos devem saber bem ler, escrever e contar, para depois as dominar, e que este desiderato deve ser validado por exames externos.Depois, a educação básica, obrigatória e gratuita, deveria, pois, possibilitar que todos tivessem, acessíveis e sem custos, os materiais de apoio às aprendizagens. Acrescentamos, ainda, que pouco ou nada resultará desta propaganda, se não se contemplar a formação de todos os docentes nas tecnologias da informação e comunicação (TIC), para rentabilizar as tecnologias, uma vez que a maioria dos jovens possui um domínio superior em relação a grande parte dos docentes.É necessário que os pais e encarregados de educação disponham de suficiente literacia e apetrechamento de competências nas tecnologias, para acompanhar os filhos. O Governo deveria disponibilizar aos pais mais carenciados, que hoje já abrange a classe média portuguesa - os novos pobres da Europa -, o acesso gratuito à Internet. Por último, todos estes itens devem estar garantidos à totalidade das escolas e dos alunos, pois só assim faz sentido o Estado democrático.Como nada disto corresponde à verdade da realidade portuguesa, a propaganda do Governo, na área da educação, pretende não só esconder a falência da sua pseudo-reforma, em que o insucesso está dissimulado pelo facilitismo, como também canalizar para áreas fictícias o descontentamento e desmotivação dos professores. Acena-se com tecnologia de ponta para a educação portuguesa, mas a iliteracia continua a alastrar, ameaçando a salubridade educacional do País.Nesta primeira etapa do ano escolar, o marketing do Governo venceu! Esperamos pelas etapas seguintes que, para já, não auguram nada de bom para a escola, pais e alunos que, deslumbrados pela propaganda do entretenimento tecnológico, se encontram pouco preocupados com a cultura do saber e desenvolvimento das capacidades dos jovens".
Carlos Alberto Chagas no DN Online de hoje

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Saudade...


Porque és assim tão escura, assim tão triste?!
É que, talvez, ó Noite, em ti existe
Uma Saudade igual à que eu contenho!
Saudade que eu sei donde me vem...
Talvez de ti, ó Noite!...Ou de ninguém!...
Que eu nunca sei quem sou, nem o que eu tenho!!
Florbela Espanca

O que se sente...


Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há-de dizer.
Fala: parece que mente...
Cala: parece esquecer...
Fernando Pessoa