terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Esperança

Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E

- ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
- Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
- O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...


Mário Quintana

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Balanço(a).

No prato da balança um verso basta
para pesar no outro a minha vida.
 
Eugénio de Andrade

domingo, 29 de dezembro de 2013

"Os Búzios"


...
À espreita está um grande amor, mas guarda segredo.
Vazio tens o teu coração na ponta do medo.
Vê como os búzios cairam virados p'ra Norte.
Pois eu vou mexer no destino, vou mudar-te a sorte.
Pois eu vou mexer no destino, vou mudar-te a sorte.

...

Tu Tens um Medo

Acabar.
Não vês que acabas todo o dia.
Que morres no amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que te renovas todo dia.
No amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que és sempre outro.
Que és sempre o mesmo.
Que morrerás por idades imensas.
Até não teres medo de morrer.
E então serás eterno.
(...)


Cecília Meireles

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Natal de quê?...

Natal de quê? De quem?
Daqueles que o não têm?
Dos que não são cristãos?
Ou de quem traz às costas
As cinzas de milhões?
Natal de paz agora
Nesta terra de sangue?
Natal de liberdade
Num mundo de oprimidos?
Natal de uma justiça
Roubada sempre a todos?
Natal de ser-se igual
Em ser-se concebido,
Em de um ventre nascer-se,
Em por de amor sofrer-se,
Em de morte morrer-se,
E de ser-se esquecido?
Natal de caridade,
Quando a fome ainda mata?
Natal de qual esperança
Num mundo todo bombas?
Natal de honesta fé,
Com gente que é traição,
Vil ódio, mesquinhez,
E até Natal de amor?
Natal de quê? De quem?
Daqueles que o não têm?
Ou dos que olhando ao longe
Sonham de humana vida
Um mundo que não há?
Ou dos que se torturam
E torturados são
Na crença de que os homens
Devem estender-se a mão? 



Jorge de Sena 

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

"Os poemas"

 
Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto
alimentam-se um instante em cada par de mãos
e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhoso espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti...

Mário Quintana 

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

A memória de ti

Nem terror nem lágrimas nem tempo
Me separarão de ti
Que moras para além do vento.


Sophia de Mello Breyner Andresen

domingo, 8 de dezembro de 2013

O silêncio

O silêncio só raramente é vazio
diz alguma coisa
diz o que não é.

José Tolentino Mendonça

sábado, 7 de dezembro de 2013

Espírito natalício

A tentar ganhar coragem para voltar fazer a árvore de Natal (três anos depois...).

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

The Unconquerable Soul!

Copiado de sapo.cartoon/
 
(...)
Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds, and shall find, me unafraid.
 
(...)
 
William Ernest Henley, in Invictus

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Se cada dia cai

Se cada dia cai,
dentro de cada noite,
há um poço

onde a claridade está presa.

Há que sentar-se na beira
do poço da sombra
e pescar luz caída
com paciência.


Pablo Neruda

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Paperman


Crazy little thing called love...

domingo, 1 de dezembro de 2013

sábado, 30 de novembro de 2013

Para Além da Saudade



 Vaga, no azul amplo solta,
Vai uma nuvem errando.
O meu passado não volta.
Não é o que estou chorando.

O que choro é diferente.
Entra mais na alma da alma.
Mas como, no céu sem gente,
A nuvem flutua calma.

E isto lembra uma tristeza
E a lembrança é que entristece,
Dou à saudade a riqueza
De emoção que a hora tece.

Mas, em verdade, o que chora
Na minha amarga ansiedade
Mais alto que a nuvem mora,
Está para além da saudade.

Não sei o que é nem consinto
À alma que o saiba bem.
Visto da dor com que minto
Dor que a minha alma tem.

Fernando Pessoa

O teu sorriso

Tu partiste nos quatro versos
que antecederam estas linhas;
ou partiu o teu sorriso, porque tu
sempre moraste no teu sorriso,

(...)

Eugénio de Andrade

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

E desde quando isto é notícia (=novidade)?

Notícia seria: "Metro de Lisboa não pára amanhã".

Vive!

O sol enxugará esse teu pranto
Passado.
Nega o presságio com perfume e encanto!
Faz o dia perfeito e acabado!


Miguel Torga

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Love Is Stronger Than Death


When the rivers run high & the tears run dry...

domingo, 24 de novembro de 2013

Não sei caminhos de cor.

Na minha vida nem sempre a bússola se atrai ao mesmo
norte.
Que ninguém me peça nada. Nada.
Deixai-me com o meu dia que nem sempre é dia,
com a minha noite que nem sempre é noite
como a alma quer.

Não sei caminhos de cor. 


Fernando Namora

Excelente anúncio!


Adoro!

sábado, 23 de novembro de 2013

Au Revoir


Combina com o dia...
 

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Ser Aquele


Se estou só, quero não estar,
Se não estou, quero estar só,
Enfim, quero sempre estar
Da maneira que não estou.

Ser feliz é ser aquele.
E aquele não é feliz,
Porque pensa dentro dele
E não dentro do que eu quis.

A gente faz o que quer
Daquilo que não é nada,
Mas falha se o não fizer,
Fica perdido na estrada.


Fernando Pessoa

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Love Letter



Ridiculamente bela...

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Eu escrevi um poema triste

Eu escrevi um poema triste
E belo, apenas da sua tristeza.
Não vem de ti essa tristeza
Mas das mudanças do Tempo,
Que ora nos traz esperanças
Ora nos dá incerteza...


Mario Quintana

domingo, 17 de novembro de 2013

De facto.

Bem vistas as coisas, por vezes, o mal que nos fazem, chega a ser um bem.

One


 
Is it getting better?
Or do you feel the same?
Will it make it easier on you now
You got someone to blame?
...

sábado, 16 de novembro de 2013

Mar Português

 
Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!


Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.
 
 
Fernando Pessoa

Lorde - Royals

  
 Música para os meus (e vossos) ouvidos:-)

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

"Ilhas dentro de nós"


"(...) Ninguém, em verdade, viaja para uma ilha. As ilhas existem dentro de nós, como um território sonhado, como um pedaço do nosso passado que se soltou do tempo..." 
 
Mia Couto
 

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

"Poema"

 
 
Quando uma fotografia nos sorri, é sempre um poema bem focado.
 
 
José Luís Outono

All of Me

 
Ó música linda...

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Esta tirania do "Like" revolta-me!

Como é possível que alguém seja capaz de olhar para uma imagem devastadora (como estas que nos chegam da tragédia que se vive nas Filipinas) e, com a maior das leviandades, faça um "Like"? A sério, como é possível??? Digam-me!

This Is What It Feels Like

 
 
Apesar de não ser bem o meu "tipo" de música, adoro isto! É óptima para aliviar o stress e p'ra descarregar a raiva... De preferência, ouvir com o volume no máximo!

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

domingo, 10 de novembro de 2013

domingo, 3 de novembro de 2013

Pontos de vista

O que para algumas pessoas é visto como frontalidade, nomeadamente, levantar o tom de voz e dizer uns valentes palavrões, para mim, não passa de uma grande falta de educação.

sábado, 2 de novembro de 2013

Hallelujah

 
Das músicas a que se volta sempre, sempre...

Ausência

Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim. 



Carlos Drummond de Andrade

domingo, 27 de outubro de 2013

Razão de ser

Escrevo. E pronto.
Escrevo porque preciso,
preciso porque estou tonto.
Ninguém tem nada com isso.
Escrevo porque amanhece.
E as estrelas lá no céu
Lembram letras no papel,
Quando o poema me anoitece.
A aranha tece teias.
O peixe beija e morde o que vê.
Eu escrevo apenas.
Tem que ter por quê?


Paulo Leminski

Em uma tarde de outono

 

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Irritam-me.

As pessoas que usam e abusam dos diminutivos. Ele é o pãozinho torradinho com manteiga, o peixinho grelhado, a sopinha de legumes, o copinho de água, o cafezinho cheiinho... Pela vossa rica saudinha, falem como pessoas normais!

My Sunshine and my Rain


segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Tanto por dizer

ficou tanto por dizer
e já estão mortas as palavras.
secaram os poemas
mas não as lágrimas.
quero palavras novas
que não fiquem presas na garganta.



Paulo Eduardo Campos
 

sábado, 19 de outubro de 2013

Recado aos (meus) amigos distantes

Nem sempre os que estão mais perto
fazem melhor companhia.
Mesmo com sol encoberto,
todos sabem quando é dia. 
 
Cecília Meireles

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Angel Song


Há músicas que se "colam" a nós. Esta é uma delas...

terça-feira, 15 de outubro de 2013

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

terça-feira, 8 de outubro de 2013

domingo, 6 de outubro de 2013

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Novos tempos.

Eu - Então, tiveram dificuldade com os TPC´s de Matemática?
Aluno - Eu não, mas a minha mãe teve. E muitas! Tive que lhe explicar tudinho, tudinho, professora!

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

September in the Rain


Combina com o dia, combina com o tempo, enfim, combina comigo...

domingo, 29 de setembro de 2013

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Tudo será construído no silêncio

 
"Tudo será construído no silêncio, pela força do silêncio, mas o pilar mais forte da construção será uma palavra. Tão viva e densa como o silêncio e que, nascida do silêncio, ao silêncio conduzirá".
 
 
António Ramos Rosa 

domingo, 22 de setembro de 2013

Canção de Outono

 
O outono toca realejo
No pátio da minha vida.
Velha canção, sempre a mesma,
Sob a vidraça descida...

Tristeza? Encanto? Desejo?
Como é possível sabê-lo?
Um gozo incerto e dorido
De carícia a contrapelo...

Partir, ó alma, que dizes?
Colher as horas, em suma...
Mas os caminhos do Outono
Vão dar em parte nenhuma!
 
 
Mário Quintana

sábado, 21 de setembro de 2013

Revolta

E, uma vez mais, vejo a minha aldeia rodeada pelas chamas. E, uma vez mais, a minha Serra do Marão, vai-se vestir de negro. 

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Impossible


I remember years ago
Someone told me I should take
Caution when it comes to love, I did
...

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Receita para fazer o azul

 
Se quiseres fazer azul,
pega num pedaço de céu e mete-o numa panela grande,

que possas levar ao lume do horizonte;
depois mexe o azul com um resto de vermelho
da madrugada, até que ele se desfaça;
(...)
 
Nuno Júdice 

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Holes


We’ve got holes in our hearts, but we carry on!...

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

E tudo era possível

Na minha juventude antes de ter saído
da casa de meus pais disposto a viajar
eu conhecia já o rebentar do mar
das páginas dos livros que já tinha lido

Chegava o mês de maio era tudo florido
o rolo das manhãs punha-se a circular
e era só ouvir o sonhador falar
da vida como se ela houvesse acontecido
E tudo se passava numa outra vida
e havia para as coisas sempre uma saída
Quando foi isso? Eu próprio não o sei dizer
Só sei que tinha o poder duma criança
entre as coisas e mim havia vizinhança
e tudo era possível era só querer

Ruy Belo

domingo, 15 de setembro de 2013

Blue Moon

 
Blue moon, you saw me standing alone
Without a dream in my heart
Without a love of my own
...

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Há palavras que nos beijam

Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca,
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.


(...)

Alexandre O'Neill

terça-feira, 10 de setembro de 2013

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

domingo, 8 de setembro de 2013

A claridade da noite

Ainda mais acolhedora que o dia, a noite apaga todas as contradições.
E, coberta por um manto de estrelas dum resplendo de festa, a alma,
em vez de adormecer como de costume, sonha.


Miguel Torga

sábado, 7 de setembro de 2013

Perdoa-se o mal que faz...

... pelo bem que sabe:-)
 
 
Uma verdadeira tentação estes doces regionais de Amarante.
 

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

domingo, 25 de agosto de 2013

De (muito) mau gosto.

O país a arder, bombeiros a morrer e, em Lisboa, "brinca-se" aos simulacros e animam-se as ruas  com a actuação dos bombeiros para   "comemorar" os 25 anos do incêndio do Chiado.

Camané - Ai Margarida


sábado, 24 de agosto de 2013

"A Gaiola Dourada"

Ontem, lá consegui arranjar tempo para ir ver "A Gaiola Dourada" . Devo dizer que foi o 1.º filme português que fui ver ao cinema (eu sei, até parece mal dizer isto, mas é verdade...) e logo com sala cheia! Pois bem, vou repetir o que já toda a gente disse: o filme é excelente e retrata de forma muito real a vida dos emigrantes portugueses em França. Praticamente toda a minha família está emigrada em França e, talvez por isso, o filme me tenha tocado de uma maneira tão especial (por várias vezes, não contive as lágrimas, confesso...) Aquela Maria (papel brilhantemente interpretado pela Rita Blanco) e aquele José (Joaquim de Almeida), poderiam muito bem ser as minhas tias e os meus tios que, nas décadas de 60/70, para fugirem à pobreza, partiram em busca de uma vida melhor e que, depois de muitas dificuldades e de muitos anos de  trabalho árduo, cumprem o sonho de uma vida: regressam ao seu país, à sua aldeia natal.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Renascer

(...)
Em ti renascerei num mundo meu
E a redenção virá nas tuas linhas
Onde nenhuma coisa se perdeu
Do milagre das coisas que eram minhas.

 
Sophia de Mello Breyner Andresen

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Lonely Carousel


(A)os meus livros

Os meus livros (que não sabem que existo)
São uma parte de mim, como este rosto
De têmporas e olhos já cinzentos
Que em vão vou procurando nos espelhos
E que percorro com a minha mão côncava.
Não sem alguma lógica amargura
Entendo que as palavras essenciais,
As que me exprimem, estarão nessas folhas
Que não sabem quem sou, não nas que escrevo.


Jorge Luis Borges

quarta-feira, 24 de julho de 2013

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Invictus

Out of the night that covers me,
Black as the Pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.

In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.

Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds, and shall find, me unafraid.

It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll,
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul.
 
 
William Ernest Henley 

terça-feira, 16 de julho de 2013

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Deolinda

Porque sim.

Outros tempos.

No meu tempo, o importante era assistir aos concertos, curtir a música e aproveitar ao máximo. Agora, o importante é  mostrar nas redes sociais que se está ou esteve lá!

domingo, 14 de julho de 2013

Do que sou

De um e outro lado do que sou,
da luz e da obscuridade,
do ouro e do pó,

ouço pedirem-me que escolha;
e deixe para trás a inquietação,
a dor,
um peso de não sei que ansiedade.

Mas levo comigo tudo
o que recuso. Sinto

colar-se-me às costas
um resto de noite;
e não sei voltar-me
para a frente, onde
amanhece.


Nuno Júdice

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Voltar

 

A noite poisa

Devagar no jardim a noite poisa
E o bailado dos seus passos
Liberta a minha alma dos seus laços,
Como se de novo fosse criada cada coisa.


Sophia de Mello Breyner Andresen

terça-feira, 9 de julho de 2013

Metade

 
Porque amo este poema por inteiro!

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Música de Verão

(Para animar os ânimos que bem preciso...)

quinta-feira, 27 de junho de 2013

O "livro mal educado" :-)

Há pouco, enquanto esperava pela consulta médica (mais uma!...), ia lendo Como É Linda a Puta da Vida de Miguel Esteves Cardoso. Às tantas, ouço a miúda que estava sentada ao meu lado a segredar ao ouvido da mãe:" Mamã, esta senhora está a ler um livro mal educado!...".

segunda-feira, 24 de junho de 2013

sexta-feira, 21 de junho de 2013

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Chata(s)!

Não é por nada, mas, francamente,  há gente "chata como a potassa!" Haja pachorra!

terça-feira, 18 de junho de 2013

Nothing Really Ends

Combina com o dia...

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Dietas

 
Ora aqui está uma coisa que nunca fiz: dieta. Não que não precise de perder uns quilinhos (porque preciso, há que dizê-lo!), mas, porque, pura e simplesmente, não tenho pachorra nem paciência para tal. Bem isto a propósito porque, hoje, ao almoço, das 8 pessoas à mesa, eu era a única que não estava a fazer dieta. Nem me soube bem a comida, tal era o sentimento de culpa ... 

domingo, 16 de junho de 2013

terça-feira, 11 de junho de 2013

Espelho meu, espelho meu,

haverá alguém mais azarado do que eu?...
 
- Nããããããããããoooooooooo!!!!!!!!!!

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Algo estranho acontece

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança:
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança:
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem (se algum houve) as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.

E afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto,
Que não se muda já como soía.



Luís Vaz de Camões

sábado, 1 de junho de 2013

"As pessoas crescidas têm sempre necessidade de explicações... Nunca compreendem nada sozinhas e é cansativo para as crianças estarem sempre a dar explicações."

Antoine de Saint-Exupéry

sábado, 25 de maio de 2013

quarta-feira, 15 de maio de 2013

S.O.S.

 
"S.O.S.
parece que só se ouve essa palavra
vem de todos os lugares

vem dos mares, vem dos lares
dos altares, dos bazares
vêm alarmes similares
parece que só se ouve essa sirene
fala perene
dentro da nossa voz" 

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Chasing Cars

...
If I lay here
If I just lay here
Would you lie with me
And just forget the world?

Forget what we're told
Before we get too old
Show me a garden
That's bursting into life
...

quarta-feira, 8 de maio de 2013

terça-feira, 7 de maio de 2013

Evadir-me, esquecer-me...

 
Porque, como diz o poeta, viver sempre também cansa! E eu, hoje, sinto-me cansada, muito cansada... Cansada de tudo e de todos (até de mim...).

domingo, 5 de maio de 2013

mãe,

eu sei que ainda guardas mil estrelas no colo.
eu, tantas vezes, ainda acredito que mil estrelas são
todas as estrelas que existem.

José Luís Peixoto
 

quarta-feira, 1 de maio de 2013

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Amor afoito

Ando a ouvir isto em loop... É lindo demais!

domingo, 28 de abril de 2013

Verdes são os campos



Verdes são os campos,
De cor de limão:
Assim são os olhos
Do meu coração.

Campo, que te estendes
Com verdura bela;
Ovelhas, que nela
Vosso pasto tendes,
De ervas vos mantendes
Que traz o Verão,
E eu das lembranças
Do meu coração.
...

Luís de Camões

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Ode à Liberdade

 
Quero-te, como quero ao ar e à luz
Porque não sou a ovelha do rebanho,
Nem vendi ao pastor a alma e a grei;
E onde não haja mais do que o redil,
És tu a minha pátria e a minha Lei.
(...)
 
Jaime Cortesão

segunda-feira, 22 de abril de 2013

As Flores


Era preciso agradecer às flores
Terem guardado em si,
Límpida e pura,
Aquela promessa antiga
Duma manhã futura.
 
Sophia de Mello Breyner Andresen

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Não, não é Cansaço...

É uma quantidade de desilusão
Que se me entranha na espécie de pensar,

(...)


Fernando Pessoa

sábado, 6 de abril de 2013

Portugal, um resumo.

 Roubado de portugaldospequeninos.

Tristeza permitida

Para mim, a tristeza é um sentimento tão legítimo como a alegria. Depende da nossa sensibilidade. A verdade é que, se há dias em que apetece dar gargalhadas e sair com os amigos, outros há em que precisamos de silêncio e solidão. Eu, pelo menos, preciso. E muito!

sexta-feira, 29 de março de 2013

A Páscoa da minha infância

A Páscoa da minha infância tinha cheiro a rosmaninho
E a camélias vermelhas a enfeitar o caminho.

A Páscoa da minha infância tinha cheiro a pão-de-ló
E a amêndoas torradas em casa da minha avó.

A Páscoa da minha infância tinha  Sol, tinha alegria
Tinha avós, tios, primos, tinha a tua companhia.

A Páscoa da minha infância tinha a rosca e o folar
Que os padrinhos, orgulhosos, faziam questão de dar.

A Páscoa da minha infância levava com devoção
O Compasso de  casa em casa celebrando a ressurreição.

A Páscoa da minha infância tinha roupa pra estrear
Que a mãe, com muito custo, lá conseguia comprar.

A Páscoa da minha infância tinha bombos e foguetes
Tinha velhas rabugentas a passar-nos raspanetes.

Da Páscoa da minha infância passou uma eternidade
E o cheiro a rosmaninho deu lugar ao da saudade...

Nevoeiro

Ninguém sabe que coisa quer,
Ninguém conhece que alma tem,
Nem o que é mal nem o que é bem.
(Que ânsia distante perto chora?)
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.
Ó Portugal, hoje és nevoeiro...

É a hora!

Fernando Pessoa

quarta-feira, 27 de março de 2013

segunda-feira, 25 de março de 2013

"On top of the world"

Ó música viciante!...

sábado, 23 de março de 2013

sexta-feira, 22 de março de 2013

It´s Time

 
 
A "minha" música do momento...