quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Alma portuguesa




Parabéns ao DN pelos 150 anos e parabéns a quem idealizou este filme maravilhoso!

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Breve elegia

 
Sem que eu a esperasse,
Rolou aquela lágrima
No frio e na aridez da minha face.
[...] 
 
José Régio

domingo, 28 de dezembro de 2014

Ponha a mão no ar!

 
 
Quem já não suporta mais ver/ouvir os anúncios das operadoras de televisão e internet (Meo, Nos, Vodafone...). Porra, é que já não se aguenta!

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Poema de Natal

Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos —
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos —
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai —
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte —
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.



Vinicius de Moraes

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

domingo, 21 de dezembro de 2014

Luz

 
 "O homem foge da sua sombra anterior para a sua luz futura".
 
Teixeira de Pascoaes

sábado, 20 de dezembro de 2014

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Christmas Lights



(...)
Oh, Christmas lights
Light up the street
Light up the fireworks in me
May all your troubles soon be gone
Those Christmas lights, keep shining

domingo, 14 de dezembro de 2014

Guilty pleasure (sem culpa!)


Desde que assisti a estes duetos em Guimarães que não me canso de ouvir isto...

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Eu ainda sou do tempo...

... em que conhecia ou, pelo menos, já tinha ouvido falar, nos presentes que os meus alunos pediam ao Pai Natal. 

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

domingo, 7 de dezembro de 2014

"Entre mis recuerdos"


 
Há dias assim... Dias em que nos perdemos nas nossas recordações, e nos deixamos levar, por entre risos e lágrimas. Há músicas que se colam a esses momentos de nostalgia como uma espécie de banda sonora da memória. E, sem música, não vivo.

(o sigilo da minha alma)

 

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Um dia que virá há muito tempo

 
sou também lembrança
de alguém em algum sítio,
onde não alcança
o que, lembrado, sinto.
 
E aí repousa já
tornado esquecimento
um dia que virá
há muito, muito tempo.
 
 
Manuel António Pina

domingo, 23 de novembro de 2014

sábado, 22 de novembro de 2014

Tempo em que se morre

Pousas as mãos sobre o meu rosto,
e vais partir
sem nada me dizer,
pois só quiseste despertar em mim
a vocação do fogo ou do orvalho.


E devagar, sem te voltares, pelos
espelhos entras na noite.


Eugénio de Andrade

domingo, 16 de novembro de 2014

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Para ver e rever, rever, rever...



Adooooooooro!
(Numa outra encarnação, devo ter sido pinguim, só pode!... :-)
 

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Só as crianças habitam esse tempo

 "Só somos felizes, verdadeiramente felizes, quando é para sempre, mas só as crianças habitam esse tempo no qual todas as coisas duram para sempre."
 
José Eduardo Agualusa, in O Vendedor de Passados

sábado, 1 de novembro de 2014

Ausência(s)

Há no ar espaços extintos
A forma gravada em vazio
Das vozes e dos gestos que outrora aqui estavam.
E as minhas mãos não podem prender nada.



SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN

domingo, 26 de outubro de 2014

domingo, 19 de outubro de 2014

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Não é céu


Completamente rendida a esta voz e a este  álbum .

domingo, 12 de outubro de 2014

Quadro sem moldura

 
 
"O Outono é um quadro sem moldura, pode-se viver dentro dele..."
 
João Morgado

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

God Only Knows


A ouvir isto em modo repeat...Muito bom!

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Quero solidão

 
Por mim, e por vós, e por mais aquilo
que está onde as outras coisas nunca estão,
deixo o mar bravo e o céu tranquilo:
quero solidão.
...
 
Cecília Meireles

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

"Foi no mês que vem"


Música para os meus ouvidos...

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Onde o silêncio e a solidão se cruzam

 
No ponto onde o silêncio e a solidão
Se cruzam com a noite e com o frio,
Esperei como quem espera em vão,

Tão nítido e preciso era o vazio.
 
 
Sophia de Mello Breyner Andresen

Caetano Veloso|Sozinho


(Onde está você agora?...)
 

domingo, 28 de setembro de 2014

Folhas de outono

 
Tu és a folha de outono
voante pelo jardim.
Deixo-te a minha saudade
– a melhor parte de mim.
 

 Cecília Meireles

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Basta imaginar

Basta imaginar
um pássaro para o aprisionar,
e depois imaginar o ar para o libertar
e imaginar asas para ele voar
e imaginar uma canção para ele cantar


Manuel António Pina

domingo, 21 de setembro de 2014

domingo, 14 de setembro de 2014

Leonard Cohen|Almost Like the Blues



A idade não passa por ele... Genial, como sempre...

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Como nuvens pelo céu

 
Como nuvens pelo céu
Passam os sonhos por mim.
Nenhum dos sonhos é meu
Embora eu os sonhe assim. 
[...]
 
 
Fernando Pessoa

domingo, 7 de setembro de 2014

Quando penso no mar

[...]
Quando penso no mar, o mar regressa
A certa forma que só teve em mim -
Que onde ele acaba, o meu coração começa.


Vitorino Nemésio

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Eufemismo

Quando regressámos ao trabalho depois das férias e, em vez de nos dizerem que estamos mais gordos/as, nos dizem: "Ah! As férias fizeram-te bem!..."

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

O silêncio das palavras

Com a dor e as mortificações da vida, vamos aprendendo a arte da solidão e do silêncio. No silêncio das palavras estão os nossos maiores sentimentos.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Foi no mar que aprendi

Foi no mar que aprendi o gosto da forma bela
Ao olhar sem fim o sucessivo
Inchar e desabar da vaga

A bela curva luzidia do seu dorso
O longo espraiar das mãos de espuma
(...)
 
 
Sophia de Mello Breyner Andresen

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Fotografia

 
"A fotografia é uma forma de ficção. É, ao mesmo tempo, um registo da realidade e um auto-retrato, porque só o fotógrafo vê aquilo daquela maneira."
 
 
Gérard Castello-Lopes

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Um poema azul e branco

 
Está desse lado do verão
onde manhã cedo
passam barcos, cercada pela cal.
Das dunas desertas tem a perfeição,
dos pombos o rumor,
da luz a difícil transparência
e o rigor.
 
 
Eugénio de Andrade

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Tiago Bettencourt|Morena


Adoro! Sabe(-me) a sol e a mar...

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Mar

 
(...)
Mar!
E quando terá fim o sofrimento!
E quando deixará de nos tentar
O teu encantamento!
 
 
Miguel Torga

domingo, 3 de agosto de 2014

A memória de ti

 
A memória de ti calma e antiga
Habita os meus caminhos solitários
 
 
Sophia de Mello Breyner Andresen

Camané|Já não estar


 
Se às vezes numa rua no lugar
eu penso que um dia hei-de morrer
sei que tudo o que tenho vou deixar
aqui onde hoje estou deixo de estar
e tudo quanto sou deixo de ser

medo da morte não consigo ter
mas outros mais humanos e banais
medos que a gente tem mesmo sem querer
como o medo que eu tenho de morrer

só por querer viver um pouco mais
se consigo a meu modo estar no céu
mesmo vivendo neste chão de inverno
se apenas sou árvore que cresceu
no espaço e no tempo que é o meu
para que havia eu de ser eterno

mas como as minhas cinzas vão ficando
debaixo de uma pedra do jardim
meu amor tu sabes onde me encontrar
e uma flor sobre a pedra vais deixar
de cada vez que lembrares de mim
de cada vez que te lembrares de mim
 
 
Manuela de Freitas

quarta-feira, 30 de julho de 2014

segunda-feira, 28 de julho de 2014

[Hello, is there anybody in there?]



(...)
The dream is gone
And I have become
Comfortably numb

domingo, 27 de julho de 2014

Súplica

Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas
Que te fiz.

Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti como de mim.



Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor
Durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria…
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada.

Miguel Torga

sábado, 26 de julho de 2014

Reencontros

Sempre que me deparo com velhos textos que escrevi, é como se me reencontrasse de novo.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

domingo, 20 de julho de 2014

E o Porto aqui tão perto...

 
Quem vem e atravessa o rio
Junto à serra do Pilar
Vê um velho casario
Que se estende até ao mar
...
 
Rui Veloso, in "Porto Sentido"

sexta-feira, 18 de julho de 2014

domingo, 13 de julho de 2014

terça-feira, 8 de julho de 2014

Às duas por três

Às duas por três nascemos,
às duas por três morremos.
E a vida? Não a vivemos.

...

ALEXANDRE O'NEILL

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Ler Sophia é a maior homenagem que lhe podemos fazer!

 
 

The Head and the Heart|Let's Be Still



You can get lost in the music for hours, honey,
You can get lost in a room.
We can play music for hours and hours
But the sun'll still be coming up soon

The world's just spinning
A little too fast
If things don't slow down soon we might not last.
So just for the moment, let's be still.

...

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Aniversário

 
No TEMPO em que festejávamos o dia dos teus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
(...)
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!...

 
Álvaro de Campos

sábado, 28 de junho de 2014

Nunca estaremos preparados.

Por mais iminente que esteja a morte de um ente querido, por mais que no nosso íntimo desejemos o fim de tamanho sofrimento, nunca estaremos preparados para aceitar a sua partida.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

"Medo"


Simplesmente maravilhoso...

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Doem-me as fotografias.

Doem-me os rostos daqueles que nunca mais voltarei a ver, a ouvir, a abraçar... Dói-me, sobretudo, a saudade do que ficou por viver.

terça-feira, 17 de junho de 2014

sábado, 14 de junho de 2014

Luar

O luar enche a terra de miragens
E as coisas têm hoje uma alma virgem,
O vento acordou entre as folhagens
Uma vida secreta e fugitiva,
Feita de sombra e luz, terror e calma,
Que é o perfeito acorde da minha alma

SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN

terça-feira, 10 de junho de 2014

As lágrimas dizem o indizível

Podemos controlar o riso, as lágrimas não. As lágrimas vêm das entranhas. Elas dizem o que o coração não é capaz de dizer em palavras. Dizem o indizível.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

domingo, 1 de junho de 2014

sexta-feira, 30 de maio de 2014

domingo, 25 de maio de 2014

Camané|Se ao menos houvesse um dia


O Mundo não se fez para pensarmos nele


(...)
Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender ...

O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...

Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar ...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar...

 
Alberto Caeiro

quinta-feira, 22 de maio de 2014

domingo, 18 de maio de 2014

quarta-feira, 14 de maio de 2014

domingo, 11 de maio de 2014

A espera do silêncio

.
Para me acostumar
à tua intermitente ausência
ensinei às timbilas
a espera do silêncio
 
Mia Couto

sexta-feira, 9 de maio de 2014

terça-feira, 6 de maio de 2014

domingo, 27 de abril de 2014

soneto do amor e da morte

quando eu morrer murmura esta canção
que escrevo para ti. quando eu morrer
fica junto de mim, não queiras ver
as aves pardas do anoitecer
a revoar na minha solidão.

quando eu morrer segura a minha mão,
põe os olhos nos meus se puder ser,
se inda neles a luz esmorecer,
e diz do nosso amor como se não

tivesse de acabar, sempre a doer,
sempre a doer de tanta perfeição
que ao deixar de bater-me o coração
fique por nós o teu inda a bater,
quando eu morrer segura a minha mão.


Vasco Graça Moura (1942-2014)

sexta-feira, 25 de abril de 2014

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Si alguien llama a tu puerta

Si alguien llama a tu puerta y todavía
te sobra tiempo para ser hermosa
y cabe todo abril en una rosa
y por la rosa se desangra el día.


Si alguien llama a tu puerta una mañana
sonora de palomas y campanas
y aún crees en el dolor y en la poesía.


Si aún la vida es verdad y el verso existe.
Si alguien llama a tu puerta y estás triste,
abre, que es el amor, amiga mía.



Gabriel García Márquez

Crónica de uma Morte Anunciada.


quinta-feira, 17 de abril de 2014

Ana Carolina|Eu Sei Que Vou Te Amar


A ouvir em loop... Ó música linda!

terça-feira, 15 de abril de 2014

Não há pessoas mentirosas.

Há, isso sim, pessoas que dizem inverdades, que é uma coisa completamente diferente! Não perceber a evidência de tão elaborada linguagem, deve ser, com certeza, um inconseguimento meu.

Ópio

Copiado daqui.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Place To Be|Nick Drake


When I was younger, younger than before
I never saw the truth hanging from the door
And now I`m older see it face to face
And now I`m older gotta get up clean the place.
And I was green, greener than the hill
...

domingo, 13 de abril de 2014

sábado, 12 de abril de 2014

O que há em mim é sobretudo cansaço!

O que há em mim é sobretudo cansaço —
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.

(...)

Álvaro de Campos

quarta-feira, 9 de abril de 2014

"A Volta ao Mundo..."



...
Tira-me os pregos debaixo dos pés
Vamos caminhar por outras marés

...

terça-feira, 8 de abril de 2014

A indisciplina começa em casa *

(...) Um aluno que não esteja interessado na escola não passa a estar preocupado com o seu desempenho escolar apenas porque lhe são aplicadas, em contexto escolar, medidas disciplinares ou de índole preventiva. A escola não é uma outra dimensão da vida dos nossos filhos e os nossos filhos não deixam de ser quem são por serem alunos. Antes de serem alunos são filhos de alguém: alguém os educou. A escola não educa, a escola complementa a educação que cada um traz de casa(...).
 
 
Crónica de sábado no i , de Inês Teotónio Pereira (não poderia estar mais de acordo!).

segunda-feira, 7 de abril de 2014

quarta-feira, 2 de abril de 2014

(Des)acordo ortográfico.

No que à escrita diz respeito, vivo uma espécie de "vida dupla": profissionalmente (na correspondência oficial e nas aulas), sou obrigada a aplicar o acordo ortográfico. Na escrita pessoal, escrevo como, de facto, (e não de fato) sempre  escrevi e hei-de (e não hei de) continuar a escrever. Basicamente, é assim, "dou uma no cravo e outra na ferradura"... Maldito (des)acordo.

terça-feira, 1 de abril de 2014

Modernices.

Agora, toda a gente faz running. Eh pá, digam correr!

domingo, 30 de março de 2014

Miguel Araújo | Balada astral


Tão linda esta canção...

Aproveitem mais e filmem menos.

Hoje em dia, uma pessoa vai assistir a um concerto e que vê?!... centenas de bracinhos esticados a filmar o palco com os seus iPhones, Tablets e outras geringonças do género. Resumindo, o pessoal paga o bilhete para ver um espectáculo ao vivo e acaba a vê-lo através de uma filmagem manhosa.Isto é tão parvo!

sexta-feira, 28 de março de 2014

quarta-feira, 26 de março de 2014

O passado fica, nós passamos

O passado é sempre um destroço fumegante,
uma sombra que nos persegue, uma pele da nossa pele
que não aceita compromissos ou rupturas.
Irá connosco até ao fim, como as tatuagens
e as cicatrizes, como uma ferida incurável na voz.
(...)


José Jorge Letria


domingo, 23 de março de 2014

Serei só eu?...

De cada vez que ouço aquelas autoras das dietas milagrosas a falar-nos dos seus livros e de como é fácil emagrecer, sem sacrifícios, comendo de tudo (sendo que, para elas, comer de tudo = comer umas bagas não sei das quantas, uns sucos de legumes crús e outras mixórdias do género...), dá-me cá uma fome!

sexta-feira, 21 de março de 2014

quinta-feira, 20 de março de 2014

Promessa

 
És tu a Primavera que eu esperava,
 A vida multiplicada e brilhante,

 Em que é pleno e perfeito cada instante!

Sophia de Mello Breyner Andresen
 

[Quando vier a primavera,]


Porque a primavera deve ser recebida com poesia!
 

quarta-feira, 19 de março de 2014

Pai

Escutarei de noite as tuas palavras:
... menino, meu menino...

E na noite imensa
com as feridas de ambos seguirei. 


Pablo Neruda

sábado, 15 de março de 2014

As 3 Marias|Corpete Vermelho


Às vezes, em sonho triste

Às vezes, em sonho triste
Nos meus desejos existe
Longinquamente um país
Onde ser feliz consiste
Apenas em ser feliz.
Vive-se como se nasce
Sem o querer nem saber.
Nessa ilusão de viver
O tempo morre e renasce
Sem que o sintamos correr.



Fernando Pessoa

domingo, 9 de março de 2014

A word is dead

A word is dead
When it is said,
Some say.


I say it just
Begins to live
That day.

Emily Dickinson

sábado, 8 de março de 2014

sexta-feira, 7 de março de 2014

Lucidez perigosa

...
Estou por assim dizer
vendo claramente o vazio.
E nem entendo aquilo que entendo:
pois estou infinitamente maior que eu mesma,
e não me alcanço.

...

Clarice Lispector

segunda-feira, 3 de março de 2014

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Reciclagem

 
Imagem copiada da internet


quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Vida difícil com a memória

Sou uma audiência pobre para a minha memória.
Quer que ouça a sua voz a todo o momento,
Mas eu mexo-me, agito-me,
Escuto ou não
Saio, regresso, e saio novamente.

Ela quer todo o meu tempo e atenção.
Não tem problema algum quando durmo.
De dia, o caso é diferente e causa-lhe preocupação.

Ela descobre cartas antigas, ansiosa por mas mostrar
Agita acontecimentos, importantes ou não,
Os meus olhos para o que já foi visto ela reclama,
É para os meus mortos que os chama.

Nas suas histórias, tenho sempre tenra idade.
Isso é gentil, mas a história não muda.
Cada espelho traz-me sempre novidade.

Zanga-se quando encolho os ombros.
E vinga-se, trazendo erros passados,
Facilmente esquecidos, mas pesados
Olha-me nos olhos, sente a minha reacção.
Depois - podia ser pior - dá-me consolação.

Quer que viva para ela e com ela.
Idealmente num quarto escuro e fechado,
Mas os meus planos ainda incuem o sol de hoje,
As nuvens que passam, a estrada que foge.

Por vezes desta memória fico farto.
E sugiro a separação. Até à eternidade.
É então que me olha com piedade,
Porque ela sabe que separado estarei morto.


 
Wislawa Szymborska

domingo, 23 de fevereiro de 2014