Uns, com os olhos postos no passado,
Vêem o que não vêem: outros, fitos
Os mesmos olhos no futuro, vêem
O que não pode ver-se.
Por que tão longe ir pôr o que está perto -
A segurança nossa? Este é o dia,
Esta é a hora, este o momento, isto
É quem somos, e é tudo.
Perene flui a interminável hora
Que nos confessa nulos. No mesmo hausto
Em que vivemos, morreremos. Colhe
O dia, porque és ele.
Ricardo Reis
domingo, 31 de julho de 2011
sexta-feira, 22 de julho de 2011
quarta-feira, 20 de julho de 2011
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Pensamento do dia (neste caso, da tarde).
A melhor maneira de nos protegermos contra as decepções é não criar expectativas.
domingo, 17 de julho de 2011
As amoras
O meu país sabe a amoras bravas
no verão.
Ninguém ignora que não é grande,
nem inteligente, nem elegante o meu país,
mas tem esta voz doce
de quem acorda cedo para cantar nas silvas.
Raramente falei do meu país, talvez
nem goste dele, mas quando um amigo
me traz amoras bravas
os seus muros parecem-me brancos,
reparo que também no meu país o céu é azul.
Eugénio de Andrade
sábado, 16 de julho de 2011
Crise(?)
Olhando para os festivais de verão que se multiplicam de Norte a Sul do país (Optimus Alive, Super Bock Super Rock, Marés-Vivas, Sudoeste...), com bilhetes a esgotar mal são postos à venda, quem diria que estamos em crise.?!
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